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A Eco Dive tem um programa específico voltado para Biologia, onde os alunos passam um final de semana conosco, acompanhado por Biólogos e Mergulhador/Instrutor, participando de várias atividades, aumentando seus conhecimentos práticos e teóricos, sobre seres marinhos, e identificações de espécies, comentários sobre seres perigosos, conhecendo um pouco mais sobre estrelas do mar, ouriços e pepinos do mar, aranhas, crinóides, corais e muitas variedades de espécies, que encontramos durante o nosso mergulho, obtendo contato e aprendendo o comportamento de cada uma delas bem de perto.
Os participantes farão um mergulho livre, próximo às ilhas, a fim de avistarmos inúmeras espécies de seres marinhos, para observá-los de perto a fim de observarmos e aprendermos
sobre seus costumes, sobre suas funções e contribuições para o meio ambiente que cada ser exerce na natureza.
Onde a equipe de mergulhadores da ECO DIVE Escola de Mergulho, estarão coletando algumas espécies, que podem ser trazidas à tona, em recipientes e que sejam observadas e estudadas, para que os alunos façam as devidas identificações, e conheçam vários tipos de espécies marinhas. Todos os animais e formas de vidas coletadas para pesquisa, serão devolvidos para o mar.
Este programa vale como carga horária para estágio em aula de campo, onde emitimos certificado de participação.
Maiores informações: Entre em contato conosco.

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Os crustáceos são animais invertebrados e pertencem à classe dos artrópodes, desta classificação fazem parte os seres que possuem pernas articuladas, mas sem espinha dorsal. Também pertencem a esta categoria a craca (encontradas em ecossistemas litorâneos), o camarão, a lagosta e o caranguejo.

A maioria dos crustáceos habita no mar, mas há algumas espécies de caranguejos que são capazes de viver também no ambiente terrestre. O conhecido tatuzinho ou tatu bolinha, encontrado facilmente nos jardins domésticos, também faz parte desta classe.

Quase todos os seres desta espécie nascem de ovos, sendo que maioria deles atravessa uma fase intermediária pelo qual se mostram muito diferentes dos animais em que se transforma quando adultos. Ao chegarem à fase adulta, cobrem-se com uma casca grossa (carapaça). Posteriormente, essas cascas sofrem um processo natural de mudança e substituição.

O menor crustáceo que há na natureza é a pulga da água, cujo tamanho é tão reduzido que ela mal pode ser visualizada a olho nu. O maior deles é um caranguejo, encontrado no Japão, pois ele possui pernas muito grandes e estas possibilitam que ele se movimente em grande velocidade. 

Os crustáceos de menor tamanho servem de alimento para muitos peixes, principalmente quando ainda se encontra em sua forma larval; nesta fase são devorados em grandes quantidades por algumas espécies de baleias.Estas preferem alimentar-se de camarões que, por sua parte, também se alimentam de outros tipos de crustáceos. Desta forma, o equilíbrio da cadeia alimentar no ecossistema aquático é mantido.

Curiosidade: a palavra crustáceo origina-se do latim, onde crusta significa carapaça dura.


Os anfíbios são seres vivos que durante seu ciclo de vida passam por duas fases: uma aquática e outra terrestre um dos exemplos dessas espécies mais conhecidas são os Sapos. Esta espécie é classificada em dois grupos principais: anfíbios com calda e sem calda. Os que não possuem calda (rãs e sapos) são mais desenvolvidos em relação aos que possuem (salamandras).
No início de seu ciclo de vida, eles vivem exclusivamente dentro da água e, nesta fase, possuem a forma de alevino (filhote de peixe), realizando somente a respiração branqueal.

Após sua metamorfose, eles deixam de depender exclusivamente do ambiente aquático para sobreviver e passam a viver em habitat terrestre; contudo, este novo ambiente deverá ser úmido para garantir a sobrevivência desta espécie.

Apesar de possuírem pulmões, seus alvéolos são insuficientes para suprir toda a troca de gases necessária para sua sobrevivência. Por esta razão, eles absorvem oxigênio pela pele, e este processo é bem mais eficiente quanto eles a mantêm umedecida, por isso, eles precisam viver em ambientes úmidos.

Sua reprodução é sexuada externa, este processo se dá quando o macho lança seus gametas nos óvulos liberados pela fêmea. De modo geral, este processo ocorrerá em água doce, e, uma vez fecundados, os ovos permaneceram em ambiente aquático até o nascimento dos girinos.

Pelo fato de estarem protegidos pela água, os ovos dos anfíbios não necessitam de anexos embrionários adaptativos como, por exemplo, a bolsa amniótica. Esta é das características que os tornam diferentes dos vertebrados terrestres.


Estrela-do-mar: Um dos mais conhecidos tipos de equinodermos.

Os Equinodermos são os seres do filo Echinodermata (echinos, espinho; derma, pele), geralmente encontrados em grandes profundidades.
São animais marinhos, de vida livre, exceto pelos crinoides que vivem fixos ao substrato rochoso (sésseis) e de simetria radial que também contem sua exceção: as plumas-do-mar, que se locomovem pelos cínus.

Como exemplo, podem ser citados os equinodermos: estrela-do-mar, holotúria e ouriço-do-mar. Este filo surgiu no período Cambriano recente e possui cerca de 7.000 espécies viventes e 13.000 extintas.

Contando com as Concentricycloideas, as espécies atualmente vivas deste filo se encontram dentro da seguinte classificação:

- Echinoidea (ouriço-do-mar e bolachas-da-praia)
- Asteroidea ou asteróides (estrelas-do-mar)
- Concentricycloidea, notáveis pelo seu único sistema vascular; duas espécies; recentemente separadas dos Asteróides.
- Ophiuroidea (ofiúro)
- Holothurioidea (holotúria ou pepino-do-mar)
- Crinoidea (lírio-do-mar)

Estes seres vivos possuem um sistema nervoso central bastante simples, com uma limitada rede nervosa, cujos neurônios não estão conectados aos órgãos centrais. Embora não possuam cérebro, alguns animais deste filo possuem gânglios.

Apesar de possuírem sexos diferentes, estes seres se reproduzem sem contato físico, ou seja, sua reprodução se dá através da liberação de óvulo e espermatozóide dentro da água, sendo assim, a fertilização ocorre externamente.

Muitos equinodermos possuem uma extraordinária capacidade de regeneração, como por exemplo, a estrela do mar, que ao ser cortada em muitas partes, é capaz de se regenerar após alguns meses.

Curiosidade:
Echinodermata é o maior filo animal que não possui nenhuma representação em água doce e nem em vida terrestre.


Exemplo as Esponjas do mar.

Porífera é um filo (filos são os agrupamentos mais elevados em cada um dos reinos em que os seres vivos foram divididos) do reino Animália (também chamado de Reino Animal ou Metazoa, é composto por seres vivos multicelulares cujas células formem tecidos biológicos, com capacidade de responder ao ambiente que os envolve), sub-reino Parazoa, onde se enquadram os animais conhecidos como esponjas.

Características

O nome do filo vem do Latim porus "poro" e ferre "carregar".Estes organismos são primitivos e sésseis (não se deslocam voluntariamente do seu local de fixação).Sua maior parte é marinha, estes seres alimentam-se por filtração, bombeando a água através das paredes do corpo e retendo as partículas de alimento nas suas células.

As esponjas estão entre os animais mais simples, com tecidos parcialmente diferenciados (parazoas), porém sem músculos, sistema nervoso, nem órgãos internos.

Eles são muito próximos a uma colônia celular de coanoflagelados,(o que mostra o provável salto evolutivo de unicelulares para pluricelulares) pois cada célula alimenta-se por si própria.

Existem mais de 15.000 espécies modernas de esponjas conhecidas, que podem ser encontradas desde a superficie da água até mais de 8.000 metros de profundidade, e muitas outras são descobertas a cada dia.

Reprodução


Pedaços de esponjas são capazes de se regenerar até se transformarem em uma nova esponja. Este processo é conhecido como reprodução assexuada, podendo ocorrer através de gemulação ou gemiparidade (processo de reprodução no qual ocorre a formação de gemas ou gomos no progenitor, que após se separarem deste, desenvolvem-se dando origem a novos indivíduos), e também, por fragmentação (processo no qual o corpo do progenitor é quebrado em vários pedaços, onde cada uma destas partes é capaz de se regenerar individualmente até assumir forma semelhante de seu progenitor).

Curiosidade

O registro fóssil data as esponjas desde a era Pré-Cambriana (ou Pré-Câmbrico ou Neoproterozóico).


Existem dois grupos principais no reino animal: os vertebrados e os invertebrados. Ambos pertencem ao reino Animalia, contudo, a estrutura corporal varia bastante de um grupo para o outro.

Características principais


O grupo dos invertebrados inclui 97% de toda a espécie animal, exceto o dos vertebrados (peixes, répteis, anfíbios, pássaros e mamíferos).

Uma característica comum a todos os invertebrados é a ausência da espinha dorsal. Como exemplo, podemos citar as esponjas (que apesar de nem sempre se enquadrarem nesta categoria, continuam a fazer parte deste grupo).

Além da ausência de espinha dorsal, há ainda outras características comuns a estes seres, como:

• formação multicelular (grupos diferentes de células compõem este organismo)
• ausência de parede celular (pois são formados por célula animal)
• com exceção das esponjas, possuem tecidos como resultado de sua organização celular
• sua reprodução geralmente é sexuada (gametas masculinos e femininos se combinam para formar um novo organismo)

De forma geral, podemos dizer que a grande maioria dos invertebrados é capaz de se locomover. Contudo, as esponjas somente realizam esta tarefa quando elas ainda são bem jovens e pequenas. Já as lagostas e os insetos são capazes de se movimentar durante toda sua existência.

Diferentemente dos vegetais (que produzem sua própria energia através da fotossíntese), os invertebrados necessitam extrair a energia necessária para sua sobrevivência através de outros seres. Para isso, eles se alimentam de seres autótrofos (vegetais) e heterótrofos (animais).


Corais: Exemplo de Rreprodução Assexuada

Ao contrário do ocorre na reprodução sexuada, na reprodução assexuada não há a necessidade de outro indivíduo para gerar descendentes, ou seja, neste tipo de reprodução apenas um único ser é capaz de gerar outros geneticamente idênticos. Isto ocorre através de um processo de divisão celular chamado mitose.
Existem muitos invertebrados, incluindo as estrelas do mar e anêmonas marinhas, que se reproduzem sem a necessidade de um parceiro, melhor dizendo, através da reprodução assexuada.

Algumas características importantes da reprodução assexuada:

Gemulação ou gemiparidade

A gemulação ou gemiparidade é um processo de reprodução no qual ocorre a formação, no progenitor, de gemas ou gomos, que, ao separarem-se do progenitor, desenvolvem-se dando origem a novos indivíduos.

Este processo ocorre em seres unicelulares, como as leveduras, e em seres pluricelulares como a esponja ou a hidra. Também pode ocorrer em plantas superiores.

Esse processo é interno e acontece quando as condições de vida estão desfavoráveis.

Fragmentação

Neste tipo de processo, o corpo do progenitor é quebrado em vários pedaços, sendo que cada uma destas partes é capaz de se reproduzir individualmente até assumir a forma semelhante de seu progenitor.

Regeneração

Na regeneração, como o próprio nome já diz, se um ou mais pedaços do progenitor forem desmembrados, ele será capaz de se crescer e se desenvolver até se tornar um ser completo. Os equinodermos realizam este tipo de reprodução.


Exemplo: A Baleia Azul: é o maior mamífero do Planeta, os golfinhos, as orças as focas

Dentro da classificação dos animais vertebrados, os mamíferos são os mais importantes. As fêmeas desta espécie possuem glândulas mamárias que secretam leite, alimento indispensável aos mamíferos da mais tenra idade.
A maioria dos mamíferos possui pêlos, alguns possuem o corpo parcialmente coberto, enquanto que outros possuem pêlos por todo o corpo.

Objetivamente podemos dizer que seu coração possui as seguintes características: quatro câmaras, artéria aorta curvada para a esquerda e diafragma que separa as cavidades do peito do abdômen.
O sangue dos mamíferos mantém-se sempre aquecido, ou seja, esta espécie possui uma temperatura corporal que independente da temperatura do meio externo.

O grupo dos animais mamíferos é bastante vasto, fazem parte deste grupo os Marsupiais (exemplos: gambá, cangurú e coala), espécies na qual ocorre o desenvolvimento da cria principalmente na parte externa do corpo da fêmea, dentro de uma bolsa chamada marsúpio.

Também se incluem neste grupo animais carnívoros terrestres como, por exemplo, gato, cachorro e urso, assim como animais aquáticos como foca, leão marinho e morsa.

Há ainda outros mamíferos aquáticos como as baleias, os golfinhos, que fazem parte da ordem cetácea (animais marinhos pertencentes à classe dos mamíferos), peixes-boi, dugongos, que são os menores membros da ordem Sirenia (ordem de mamíferos marinhos).

Os elefantes (da ordem proboscídea) são mamíferos placentários, que se caracterizam pela presença de um nariz desenvolvido em forma de tromba; os morcegos, que são os únicos animais mamíferos (ordem Chiroptera) capazes de voar, representam um quarto de toda a fauna de mamíferos do mundo.

Há ainda outros mamíferos pertencentes a outras diferentes ordens como a preguiça, o tatu e o tamanduá (ordem Edentata); o castor, a marmota, o porco espinho e o esquilo (ordem Rodentia).

Há dois grupos de animais mamíferos de casco, sendo eles a maior parte dos membros da ordem dos Perissodactyla (grupo de mamíferos terrestres ungulados com um número ímpar de dedos nas patas, que inclui os cavalos, os tapires e os rinocerontes) e a ordem Artiodactyla (os artiodátilos formam uma ordem de animais mamíferos ungulados com um número par de dedos nas patas, é um grupo muito variado, com cerca de 220 espécies descritas, que incluem muitos animais com grande importância econômica para o homem, como o boi, a cabra, o camelo, o hipopótamo, o porco, etc.).

Os Humanos também pertencem ao grupo dos animais mamíferos (ordem dos Primatas) e os macacos também seguem esta mesma ordem.

Curiosidade :
a baleia azul (Balaenoptera musculus) é o maior mamífero do mundo. Seu comprimento é de aproximadamente 30 metros e seu peso pode chegar a 140 tonedas.


Animais com a hidra, as águas-vivas e os corais pertencem ao filo celenterata. São animais de estrutura bastante simples. Sua organização é de nível tecidual, ou seja, suas células agrupam-se em tecidos especializados para realizar as diferentes funções, sem, contudo, haverem órgão complexos.
Apesar de sua simplicidade, os celenterados são um grupo bem-sucedido. Existe em grande número em ambientes marinhos, preferencialmente em águas tropicais de pouca profundidade. Poucas espécies são de águas doces e não há entre os celenterados representante terrestre.

Os celenterados são animais diploblásticos. A parede de seu corpo é formada por duas camadas celulares: a epiderme, externa, e a gastroderme, interna. Entre as duas camadas celular, há uma massa gelatinosa denominada mesogléia.
Os celenterados possuem simetria: as partes do corpo distribuiem-se em rados ao redor de um eixo simples.
Algumas formas de celenterados vivem livremente, enquanto outras formam colônias. É comum entre esses animais o poliformismo, ou seja, a presença de duas ou mais formas diferentes na mesma espécie. O poliformismo pode ser evidênciado em colônias onde coexistem diferentes formas de uma mesma espécie ou, em indivíduos que durante o seu ciclo de vida passam por uma sucessão de formas corporais diferentes.
Basicamente, distinguem-se duas formas corpóreas entre s celenterados: o pólipo ou hidrante e a medusa.
Os pólipos têm o aspecto de um cilindro de base fechada, por onde se fixam a um substrato. Na parte superior, localiza-se a boca, que é ladeada por tentáculos.

As medusas têm o aspecto de um guarda-chuva aberto, onde a boca se representa voltada para baixo e também rodeada por tentáculos. Seu corpo é gelatinoso e nadam livremente.
A hidra é um pequeno pólipo encontrado em águas doces de lagos e rios, onde se fixam na superfície de rochas ou de vegetais aquáticos.
A parede do corpo de uma hidra, obedecendo a características presentes em todos os celenterados, apresenta-se constituída por duas camadas celulares. A camada externa é a epiderme e a interna é a gastroderme, sendo que entre ambas há uma mesogleia delgada. Em águas pouco profundas, logo abaixo do nível das marés, encontram-se animais com aparência de musgos, pertencentes ao gênero obelia.

A obelia é uma colônia de pólipos, ou seja, um conjunto de indivíduos agrupados com prepartição de trabalho. Além disso, possuem uma fase intermediária de vida na forma de medusa.
Há três classes de celenterados: hidrozoários, cifozoários e antozoários.
Hidrozoários: são pólipos bem desenvolvidos com fase de medusa pequena ou ausente. Em algumas espécies há reprodução por metagênese. A esta classe pertencem a hidra, a obelia e a physadia.
Cifozoários: predominam as grandes medusas, chamadas cifomedusas. Os pólipos, chamados cifístomas, são de pequeno tamanho e de vida curta. Os cifozoários são exclusivamente marinhos. Como representante desta classe, temos a Aurélia SP ou água-viva.
Antozoários: São exclusivamente pólipos e não fazem metagênese. São todos marinhos, como os corais e anêmonas-do-mar ou actínias.


Os moluscos são animais predominantemente marinhos, embora existam espécies de água doce e terrestre. A maioria é de vida livre podendo viver fixos, enterrados, ou ainda nadando e andando. Há representantes de grande importância econômica, como as ostras, que produzem pérolas, e os mariscos comestíveis.
Embora possuam grande diversidade de espécies e não exista um tipo específico de molusco, todos eles  apresentam um mesmo plano estrutural e funcional.
Os moluscos são animais de simetria bilateral, triblásticos e não segmentados. O corpo é revestido por um epitélio simples, ciliado e com glândulas mucosas. O sistema digestivo é completo.
O sistema circulatório é lacunar ou aberto, havendo um coração dorsal. A respiração pode ser cutânea, branquial ou pulmonar. A excreção se faz por rins. O sistema nervoso é muito centralizado e do tipo ganglionar. Há estruturas sensoriais, tácteis, visuais, quimiorreceptoras e de equilíbrio.
A reprodução é exclusivamente sexuada. Na maioria, os sexos são separados, embora existam espécies hermafroditas. A fecundação pode ser interna ou externa. O desenvolvimento pode ser direto ou indireto.
O filo dos moluscos possui seis classes, entre as quais se destacam a classe dos gastrópodes, a dos pelecípodes e os cefalópodes.
São conhecidas cerca de 25 mil espécies de moluscos da classe dos gastropódes, vivendo em águas salgadas e doces, e outras em ambiente terrestre. A maioria é herbívora. Essa classe possui, entre outros, o caracol, a lesma e o caramujo.
Constituem-se de boca, faringe, esôfago, estômago, intestino e ânus. Apresenta glândulas anexas salivares e um fígado lobulado que desemboca no estômago. O caracol possui uma rádula situada na faringe, com função de raspar o alimento.
São constituídos por um único rim, que retira os catabólitos da cavidade pericérdica. Estes são levados por um conduto excretor que se abre junto ao ânus.
O caracol de jardim é hermafrodita. Possui um sistema reprodutor bastante complicado. Há uma glândula hermafrodita denominada ovotestis que produz óvulos e espermatozoides em épocas diferentes.
Os moluscos pelecípodes apresentam corpo mole, localizado dentro de uma concha rígida que possui duas partes ou valvas. São, por isso, conhecidos como moluscos bivalvos.
Os moluscos cefalópodes caracterizam-se por terem poderosos tentáculos, diretamente ligado à cabeça. São os moluscos mais desenvolvidos. Exclusivamente marinhos, em geral são bons nadadores e perseguem suas vítimas (peixes, crustáceos e outros moluscos) agarrando-os com poderosas ventosas existentes nos tentáculos. 


Digestão

Possuem mandíbulas e maxilares com muitos dentes, pequenos e cônicos. Não há glândulas salivares. O alimento que é mastigado vai para a faringe, esôfago, estômago e intestino. O que não foi absorvido é eliminado pelo ânus.

Circulação

A circulação é fechada. O coração possui 3 câmaras: 2 átrios e 1 ventrículo, diferente dos peixes cartilaginosos que possuem apenas 1 átrio e 1 ventrículo. O sangue é pálido e escasso, possuindo hemácias ovais anucleadas.

Respiração
Existem espécies que respiram por brânquias e espécies que respiram por pulmões. As brânquias são protegidas por uma estrutura chamada opérculo. Durante a respiração o opérculo se fecha, fazendo com que entre água na boca. A água passa da boca para as brânquias e nelas ocorrem as trocas gasosas. O fluxo é sempre unidirecional. A direção do fluxo sanguíneo nas brânquias é oposto ao fluxo da água, criando um mecanismo contracorrente para aumentar a oxigenação do sangue.

Os peixes possuem uma bexiga natatória, localizada na região dorsal, ligada à faringe por um ducto pneumático em alguns peixes ela é cheia de gases (O2, N2, CO2) e serve para regular o peso do peixe, auxiliando na flutuação, através da absorção e sercreção destes gases. É semelhante a um pulmão nos peixes pulmonados.

Excreção
Os rins são do tipo mesonéfricos e principal excreta nitrogenada é a uréia.

Reprodução
São animais dióicos, com fecundação externa e desenvolvimento indireto.

Sistemática
São divididos em:
Sarcopterygii: peixes com nadadeiras carnosas, lobadas.
Actinopterygii: peixes com nadadeiras raiadas.

Curiosidades: A palavra peixe usa-se por vezes para designar vários animais aquáticos (por exemplo na palavra peixe-mulher para designar o dugongo). Mas a maior parte dos organismos aquáticos muitas vezes designados por "peixe", incluindo as medusas e água-vivas, os moluscos e crustáceos e mesmo animais muito parecidos com os peixes como os golfinhos, não são peixes.
O peixe é um dos símbolos docristianismo. A palavra peixe, em Grego, é IXTIS, cujas letras são iniciais da frase que significa "Jesus Cristo Filho de Deus Salvador".
Os peixes têm uma grande importância para a humanidade e desde tempos imemoriais foram pescados para a sua alimentação. Muitas espécies de peixes são criadas em condições artificiais não só para alimentação humana, mas também para outros fins, como os aquários.

Peixes de água salgada
Há algumas espécies perigosas para o Homem, como os peixes escorpiões que têm espinhos venenosos e algumas espécies de tubarões, que podem atacar pessoas nas praias. Muitas espécies de peixes encontram-se ameaçadas de extinção, quer por pesca excessiva, quer por deterioração dos seus habitats.
Alguns peixes ingerem água para recuperar a água perdida pelas brânquias, por osmose, e pela urina. Eles retiram oxigênio da água para respirar.Uma enguia, por exemplo, toma o equivalente a uma colher de sopa de água por dia. Os peixes também retiram uma certa quantidade de água dos alimentos. Por viverem em meio líquido, não precisam beber água para hidratar a pele, como fazem os animais terrestres.
Os peixes urinam, mas nem todos urinam da mesma maneira. Os peixes de água doce precisam eliminar o excesso de água que se acumula em seus corpos. Seus rins produzem muita urina para evitar que os tecidos fiquem saturados. Comparados aos peixes de água doce, os peixes de água salgada, que já perdem água por osmose, produzem muito menos urina.
O ramo da zoologia que estuda os peixes do ponto de vista da sua posição sistemática e ictiologia. No entanto, os peixes são igualmente estudados no âmbito da ecologia , da biologia pesqueira, da fisiologia e de outros ramos dabiologia.


Classificação ecológica

Uma forma de classificar os peixes é segundo o comportamento de cada indivíduo, relativamente à região das águas onde vivem; este comportamento determina o papel de cada grupo no ambiente aquático:
•    Pelágicos: (do latim pelagos, que significa o "mar aberto") – os peixes que vivem geralmente em cardumes, nadando livremente na coluna de água; fazem parte deste grupo as sardinhas, as anchovas, os atuns e muitos Tubarões.
•    Demersais– os que vivem a maior parte do tempo em associação com o substrato, quer em fundos arenosos como os linguados, ou em fundos rochosos, como as garoupas. Muitas espécies demersais  têm hábitos e defendem o seu território ativamente – um exemplo são as moréias, que se comportam como verdadeiras serpentes aquáticas, atacando qualquer animal que se aproxime do seu esconderijo.
•    Batipelágicos– os peixes que nadam livremente em águas de grandes profundidades.
•    Mesopelágicos– espécies que fazem grandes migrações verticais diárias, aproximando-se da superfície à noite e vivendo em águas profundas durante o dia. Exemplo deste grupo são os peixes-lanterna.

Hábitos alimentares
Os peixes pelágicos de pequenas dimensões como as sardinhas são geralmente planctonófagos ou seja, alimemtam-se quase passivamente do plâncton disperso na água, que filtram à medida que "respiram", com a ajuda debranquispinhas, que são excrescências ósseas dos arcos branquiais (a estrutura que segura as brânquias ou guelras).
Algumas espécies de maiores dimensões têm também este hábito alimentar, incluindo algumas baleias (que não são peixes,mas mamíferos) e alguns tubarões como os zorros (género Alopias). Mas a maioria dos grandes peixes pelágicos são predadores ativos, ou seja, procuram e capturam assuas presas, que são também organismos pelágicos, não só peixes, mas também (principalmentelulas), crustáceos ou outros.
Os peixes demersais podem ser predadores, mas também podem ser herbívoros, que se alimentam de plantas aquáticas detritívoros, ou seja, que se alimentam dos restos de animais e plantas que se encontram no substrato, ou serem comensais de outros organismos, como a rêmora que se fixa a um atum ou tubarão através dum disco adesivo no topo da cabeça e se alimenta dos restos de comida que caem da boca do seu hospedeiro (normalmente um grande predador), ou mesmo parasitas de outros organismos.
Alguns peixes abissais e também alguns neríticos, como os diabos (família Lophiidae) apresentam excrescências, geralmente na cabeça, que servem para atrair assuas presas; essas espécies costumam ter uma boca de grandes dimensões, que lhes permitem comer animais quase do seu tamanho. Numa destas espécies, o macho é parasita da fêmea, fixando-se pela boca a um "tentáculo" da sua cabeça.

Hábitos de reprodução
A maioria dos peixes é diólica ovípara,fertiliza os óvulos externamente e não desenvolve cuidados parentais. Nas espécies que vivem em cardumes, as fêmeas.

 

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